Mais de 12.000 novos casos de epilepsia por ano em Portugal

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais frequentes. A Cada ano são detectados entre 12.400 e 22.000 novos casos em Portugal, de acordo com a Sociedade Espanhola de Neurologia. Com motivo do dia nacional desta doença, EFEsalud mostra esta doença em dados.

EFE/ EPADENNIS M. SABANGAN

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No dia 24 de maio, comemora-se o Dia Nacional da Epilepsia, das doenças neurológicas que ocorrem com maior freqüência e que, de acordo com dados da Sociedade Portuguesa de Neurologia (SEN), afeta cerca de 400.000 pessoas.

A Cada ano são detectados entre 12.400 e 22.000 novos casos da doença no nosso país e a SEN aposta por potencializar as unidades clínicas de epilepsia (UCE).

A epilepsia é formada por um conjunto heterogêneo de doenças que têm em comum a vontade no cérebro para gerar convulsões. As causas podem ser muitas; no entanto, a genética influencia na hora de ter uma crise deste tipo ou de sofrer algum tipo de lesão cerebral. Embora seja uma patologia que afeta todos os grupos de idade, a sua incidência é maior em crianças, adolescentes e idosos.

“Graças aos avanços que ocorreram, tanto no diagnóstico de uma doença como o arsenal farmacológico, o prognóstico dos pacientes melhorou muito”, diz o doutor João Mercadé Cerdá, coordenador do Grupo de Estudo de Epilepsia da Sociedade Espanhola de Neurologia.

Em geral, os pacientes podem controlar bem a sua doença com a medicação ou alcançar uma remissão espontânea e prolongada e não necessitar de tratamento crônico, mas estima-se que cerca de 25% das epilepsias não se conseguem controlar de forma completa.

“São precisamente estes os pacientes que necessitam de um maior esforço por parte da comunidade científica, para encontrar novos alvos de atuação, e por parte da administração, para melhorar o seu atendimento”, acrescenta o especialista.

Cerca de 100.000 pacientes que sofrem de epilepsia não controlada com medicamentos antiepilépticos em Portugal e tem visto um aumento do risco de morte prematura, traumatismos, alterações psicossociais e com uma qualidade de vida reduzida. Apesar de que a epilepsia farmacorresistente pode remeter o tempo, a recorrência das crises epiléticas nestes pacientes é frequente.

A epilepsia em números

O custo médio anual dos recursos utilizados por um paciente farmacorresistente em Portugal estima-se em cerca de 7.000€. “As unidades clínicas de epilepsia, constituídas por médicos e profissionais de saúde com experiência em epilepsia, oferecem o melhor ambiente para o tratamento e o apoio desses pacientes com necessidades especiais”, ressalta.

A epilepsia é uma das patologias que mais afetam a qualidade de vida. De fato, segundo dados recolhidos pelo Livro Branco da Epilepsia em Portugal, realizado pela SEN, 70% dos doentes pensam que a sua doença lhes afeta muito ou bastante neste sentido; mais de 60% têm afetado o desempenho acadêmico; e em quase 30% dos casos, algum membro da família, que deixou seu trabalho ou reduzido a sua jornada de trabalho para prestar ajuda a um familiar afetado.

Como agir diante de uma crise convulsiva epiléptica generalizada

  • Não perder a calma
  • Não mobilizar o paciente do local em que se encontre
  • Não introduzi-lo nada na boca e colocá-lo de lado para evitar que se atragante
  • Não segurar as pontas enquanto convulsiona
  • Evitar bater a cabeça
  • Esperar que se recupere totalmente e voltado

“Cada vez mais pacientes tendem a não esconder a sua doença, mas ainda se observa na população um sentimento de medo, que provoca exclusão social e de trabalho, que pode responder à falta de informação ou desconhecimento sobre a realidade de epilepsia e as suas crises”, sublinha João Mercadé.

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