Mais de 30 por cento dos pacientes com diagnóstico de DPOC não deixam o tabaco

Mais de 30 por cento dos pacientes com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) continua fumando, segundo revelaram neumólogos na apresentação de um novo medicamento para combater esta patologia, na véspera do Dia Mundial Sem Tabaco

Especialistas em pneumologia explicam os efeitos das propriedades do novo broncodilatador para combater a DPOC/Foto: Novartis

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

A Novartis foi apresentado o primeiro broncodilatador dual de uma dose única diária para pacientes com DPOC, uma doença que obstrui as vias respiratórias inferiores, cuja principal causa é o tabagismo, e que afeta em Portugal ao 10,2 por cento da população adulta compreendida entre 40 e 80 anos.

Na véspera do Dia Mundial Sem Tabaco, têm apresentado o novo fármaco a doutora Pilar de Lucas, presidente da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR); o doutor Marc Miravitlles, pesquisador sênior do Serviço de Pneumologia do Hospital Vall dHebron, o professor de medicina da Universidade do Texas, em San Antonio, doutor Antonio Anzueto; e a doutora em Psicologia da Saúde, Maria Urraca, juntamente com médicos de Novartis.

A DPOC afeta cerca de dois milhões de espanhóis e causa 18.000 mortes por ano, e seus principais sintomas são a falta de ar, fadiga e limitação do exercício físico.

Também gera ansiedade, depressão e isolamento social, afirmou a doutora Urraca.

O tabaco é o principal fator de risco da DPOC e 95 por cento dos pacientes de doença crônica são fumantes.

O doutor Miravitlles, considerando a eficácia do novo medicamento, um inalador dupla que ao conter dois medicamentos unidos aumenta a capacidade broncodilatadora.

Este especialista revelou que mais de 30 por cento dos pacientes diagnosticados com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica não deixa de fumar.

Miravitlles admitiu que, apesar de sua importância, a DPOC é uma grande desconhecida na sociedade, já que não chega a 20 por cento da gente que sabe que é quando se realizam pesquisas. Estima-Se que 70% dos doentes não foram diagnosticados.

Pilar Lucas colocou o acento na importância de incluir a espirometria, ferramenta fundamental para detectar a DPOC, na agenda das provas habituais que prescrevem os médicos, como medir a tensão ou o colesterol, ou analisar o sangue.

O doutor Anzueto salientou que a DPOC não é uma doença de viejitos”, de um homem de 75 anos que fuma e tossir, já que 60 por cento têm menos de 65 anos e metade são mulheres, muitas delas de cerca de 50 anos.

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