Mais de 3,3 milhões de pessoas morreram em 2012, pelo consumo de álcool

Mais de 3,3 milhões de pessoas morreram no mundo em 2012, por causa do consumo excessivo de álcool, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre álcool e sua relação com a saúde, divulgado hoje

Infográfico sobre o consumo de álcool/EFE

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

O consumo excessivo de álcool não só leva a uma dependência nociva e ao aumento da violência, mas que está relacionado com o risco de desenvolver mais de 200 doenças, incluindo a cirrose do rim e alguns tipos de câncer, revela-se neste documento da Organização Mundial da Saúde.

Além disso, destaca-se que as pessoas que abusam do álcool são mais suscetíveis a desenvolver doenças infecciosas como a tuberculose e a pneumonia.

Globalmente, a Europa é a região do mundo onde há um maior consumo de álcool per capita, especialmente na Europa do Leste, onde os índices são especialmente altos.

Em qualquer caso, o consumo de álcool na Europa é estável, como também acontece na América e na África, enquanto que aumentou o Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental.

Se relaciona diretamente o consumo de álcool com a população mundial, em média, cada pessoa com mais de 15 anos bebe 6,2 litros de álcool puro por ano.

Mas como na realidade, é apenas consome álcool menos da metade da população mundial (38,3 por cento), a estatística mostra que cada consumidor bebe em média, anualmente, 17 litros de álcool puro.

Outro dos aspectos destacados pelo relatório é que são mais os homens que as mulheres que morrem por causas relacionadas com o consumo de álcool -7,6 por cento dos homens contra 4 por cento de mulheres – ainda que as mulheres são mais vulneráveis a adoecer por essa causa.

De fato, os autores do estudo lamentam o lento mas estável aumento do consumo de álcool por parte das mulheres.

Outra das preocupações destacadas no relatório é o fato de que os grupos com menos recursos são os mais afectados pelo consumo de álcool, dado que muitas vezes não têm acesso a tratamento médico e estão menos protegidos por uma rede social e familiar que os apoie.

O relatório inclui recomendações sobre como reduzir o consumo de álcool nos países-membros, dado que apenas 66 nações têm leis que o regem.

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