Mais de 40% das mulheres que fazem abortos, utilizava métodos contraceptivos

43% das 118.359 mulheres que decidiram interromper sua gravidez em 2011 (último ano em que há dados) havia utilizado um método contraceptivo, contra 32% que não o tinha feito

Foto: MSD

Segunda-feira 10.09.2018

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Desta forma, do total de mulheres, o aborto, 50.696 tentaram evitar a gravidez em frente às quase 37.668 que não usaram nenhum método contraceptivo.

Em relação às 29.696 mulheres restantes, que não quiseram continuar com sua gravidez, “não consta” se usaram algum método anticoncepcional, segundo os dados do Ministério da Saúde.

“Entre 20 e 30 por cento dos usuários de preservativos usado de forma inconsistente”, isto é, não usado sempre que se tem relações, ou não o faz desde o início da relação, explicou.

Também influenciam falhas como esquecimento da pílula, ou erros no uso de adesivos, anéis ou tratamentos hormonais.

De acordo com a estatística de Saúde, as mulheres que usaram contraceptivos, a maioria (27.440) recorreram a métodos de barreira (espermicidas, preservativos, esponja, diafragma ou capuz cervical), seguidas pelas 15.831 que utilizaram fórmulas hormonais.

Para reduzir o número de abortos, Perez insiste na necessidade de promover a educação sexual desde o colégio.

“O conhecimento, a educação e o acesso à contracepção é o que faz diminuir os números de aborto”, tal como demonstra a experiência de países como a Holanda, a Bélgica e a Alemanha, onde, com leis mais permissivas sobre o aborto, as taxas são muito mais baixas, devido ao importante promoção da educação sexual que existe.

Na Espanha, há um “grande caminho” a percorrer na educação sexual, pois não está implantada como disciplina obrigatória nas escolas.

Insistiu também em que esta disciplina não seria “nem muito menos” um incentivo das relações sexuais, mas tudo o contrário, dado que melhoraria a capacidade dos jovens de decidir por si mesmos com toda a informação disponível.

Por tudo isso, desde a FEC defende-se a atual lei de saúde sexual e reprodutiva e da interrupção da gravidez, que prepara o Ministério da Justiça, porque, disse, “é mais equilibrada, respeitando o direito da mulher a decidir e estabelece prazos razoáveis”, de acordo com Pérez.

Além disso, a partir desta fundação, destacam-se que a atual lei também promove a saúde reprodutiva e, sublinhou, “a sua aplicação não está gerando nenhum problema ou conflito social”.

Pelo contrário, a porta-voz da plataforma Direito a Viver, Gador Jóia, acredita que a educação sexual é um tema que tem que deixar nas mãos das famílias” e que nem o Estado nem qualquer outra instituição deve interferir nela.

Em declarações à EFE garantiu que “jamais nos encontramos em uma situação em que você tenha mais acesso à informação” como agora e que, no entanto, “cada vez há mais abortos”, vendem-se mais comprimidos poscoitales, há mais consumo de contraceptivos e mais doenças de transmissão sexual.

Sublinhou que a atual lei do aborto “deve ser revogada sem qualquer dúvida”, e recordou que o Governo se comprometeu a proteger a vida humana.

Em 2011, 21,34 de cada mil mulheres que interromperam a sua gestação tinha entre 20 e 24 anos; 17,72 entre 25 e 29 anos; 13,67 contavam com 19 anos ou menos; 13,36 entre 30 e 34 anos; 9,23 entre 35 e 39 anos, e 3,86 mulheres de cada mil que abortaram tinham 40 anos ou mais.

Quanto à formação das mulheres, mais de um terço (35,57 %) de ter cursado a Educação Secundária Obrigatória (ESO) ou equivalente; 25 % tinha ensino médio ou Formação Profissional (FP); o 22,23 % havia concluído a Educação Primária, e o 11,68 % contava com estudos universitários. Só o 2,30 % era analfabetas ou carecia de estudos.

No que respeita à sua situação de trabalho, da metade eram trabalhadoras por conta de outrem, o 23,13 % estava desempregada, o 12,33 % era estudante e o 7,98 % dona de casa.

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