Mais de um milhão de prematuros morrem a cada ano

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 75 por cento deles se salvaria com a tratamentos “extremamente baratos e eficazes”

Menina prematura, nasceu às 31 semanas de gestação/EFE

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Três singles tratamentos podem marcar a diferença entre a vida e a morte de centenas de milhares de recém-nascidos, segundo destacou a diretora da Aliança para a Saúde da Mãe, o Recém-Nascido e a Criança da OMS, Carole Presern.

Entre esses tratamentos estão as injeções de esteróides, gerenciadas para as mães no momento do parto prematuro evitam que os recém-nascidos sofrem dificuldades respiratórias.

Segundo a agência de saúde da ONU, este tratamento é utilizado desde a década de 1990, em 95 por cento de partos prematuros nos países desenvolvidos, enquanto que apenas alcança a 5 por cento nas nações em vias de desenvolvimento, apesar de seu baixo preço (uma dose custa cerca de um dólar).

Outro dos métodos propostos pela OMS, para tentar os que nasceram de forma prematura é o de cuidados “mãe canguru”, que consiste em promover o contato direto entre a mãe e a criança, com este último hospedado no peito da mãe, o que permite manter o bebé quente e facilita a tarefa de amamentar.

Este tipo de cuidado foi desenvolvida em 1967, na Colômbia, como uma solução para a superpopulação dos ninhos dos hospitais, em que algumas crianças se viam obrigados a compartilhar incubadora.

Os estudos disponíveis mostram que as taxas de mortalidade para os bebês que receberam este tipo de tratamento são as mesmas ou mais baixas do que as daqueles que estiveram em incubadoras, segundo indicou a OMS, se bem lamentou que é um método de cuidado pouco difundido.

“Uma razão que pode explicar a sua lenta expansão é a falta de informação sobre o seu funcionamento ou que, em muitos casos, os obstetras, parteiras e enfermeiras acham difícil aceitar que uma abordagem natural possa ser superior aos caros equipamentos de alta tecnologia”, disse Presern.

Antibióticos básicos

O terceiro tipo de intervenção proposto é o uso de antibióticos básicos, como a amoxicilina, para tratar pneumonia e outros antibióticos injetáveis que possam ajudar os recém-nascidos para combater infecções.

Estima-Se que a cada ano nascem em todo o mundo, cerca de 15 milhões de crianças prematuras.

A definição da OMS de nascimento prematuro é aquele que ocorre antes das 37 semanas completas de gestação, tendo dentro desta categoria três classificações.

Estes últimos são os que requerem a atenção intensiva e dispendiosa para sobreviver, segundo a OMS.

Nos países desenvolvidos, esses bebês têm 90 por cento de chances de sobrevivência, mas podem sofrer de deficiências físicas, neurológicas e de aprendizagem, enquanto que nos países de baixa renda apenas 10 por

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