Mais impulso à pesquisa na américa Latina para combater o câncer

O reitor da Universidade Central do Equador (UCE), Fernando Sempértegui, urge que os estabelecimentos de ensino superior do país para impulsionar a criação de um instituto de investigação oncológica e propõe aos países andinos desenvolver tecnologia própria para combater o câncer

O reitor da Universidade Central do Equador, Dr. Fernando Sempértegui fala no I Fórum EFE de Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade Central de Quito (Equador), quarta-feira, 11 de abril de 2018. EFE/Dominique Riofrio

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“Estamos urgidos de um Instituto de pesquisa. É preciso que saibamos qual é a situação do câncer no país e quais são as situações da vida cotidiana que estão incidindo em que esta doença aumente na região”, disse durante a abertura do I Fórum EFE Saúde sobre “Câncer: desafios, oportunidades e casos de sucesso”, realizado em Quito, ontem, 11 de abril.

Explicou que embora se conta com o Registro Nacional de Tumores, a investigação é necessária “para saber quais são as situações da vida cotidiana que se associam a alguns tipos de câncer”.

Destacou que, por exemplo, graças ao registo pôde conhecer do aumento da incidência na tiróide um tipo de câncer que se presume que aumentou o consumo de sal iodado ou que a deficiência de zinco é um fator que incide na presença do câncer de estômago.

Disse que, embora a américa Latina avançou em temas como o câncer ainda há muito por fazer, sobretudo na profissionalização do pessoal médico, “continua sendo básica e inadequada”.

Disse que é necessário trabalhar no desenvolvimento de medicamentos como os biofármacos, os quais são utilizados como complementos do uso de quimioterapia.

Por outro lado, disse que o papel das instituições não só deve centrar-se na investigação científica, mas também na formação de profissionais que sejam capazes de fazer um diagnóstico e um tratamento adequado, mas aceitou que, para isso, também é importante o financiamento.

Finalmente, afirmou que é necessária uma política intersetorial para a prevenção e detecção de forma precoce e garantir que todas as pessoas tenham acesso universal a isso.

“Temos, Por exemplo, a vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), contra a hepatite, mas não estão ao alcance de toda a população. Temos que dar a importância à prevenção e trabalhar nisso”, finalizou.

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