Mais prevenção do contágio que lenço

Em tempo de catarros o casaco temos controlado; vamos cobertos com quatro camadas e assim é difícil que o frio faça mossa na nossa saúde. Isso sim, gastamos muito poucos esforços em evitar o contágio; o uso de máscara por parte do acatarrado, na rua ou no seu posto de trabalho, é igual a zero

EFE/EPA/Yuri Kochetkov

Artigos relacionados

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Talvez os ciclistas o tema da poluição, ou os guardas de trânsito, eles são os usuários de máscaras; mas a filosofia, a correcta, sem dúvida, embora de sentido único, é proteger-se do exterior.

Sem contar doentes crónicos ou outras patologias que requerem, o certo é que em nossa cultura não é generalizada a ideia de isolar ou minimizar o risco de contágio, por exemplo, de um simples constipado. O problema é que não protegemos os outros de nós mesmos.

“Essas doenças são transmitidas por via aérea e através das mãos. Fazemos muito ênfase em temas de abrigo; os infectólogos rir, o contágio é de pessoa a pessoa e não fazemos o que é mais importante, colocar-nos uma máscara. É educação sanitária do doente”, garante Claudio Frágolas, otorrinolaringologista do Hospital Ramón y Cajal.

“No Japão é mal vista essa atitude; é obrigatório o uso de máscara para qualquer condição. Nos EUA se enviar o menino para a escola doente te retornam com um laço” insiste Frágolas.

Nariz: um radiador perfeito

Umedece, filtra e aquece o ar. Nas vias altas, nariz atua de filtro e não só com relação a partículas estranhas do ar, mas também no que a umidade e a temperatura respeita, mas quando possa desempenhar, por baixo, a barreira dos 10 ° C , começam as dificuldades.

“A partir de determinadas temperaturas, o nariz não funciona corretamente. O ar não se aquece bem, não se umedece, chega-nos mais frio e irritante para as vias respiratórias”, afirma Frágolas.

Com o frio que mais sofre é o nariz e a garganta. A não funcionar bem o nariz, por muco, respiramos pela boca, o ar não aquecido e afeta a garganta. A garganta é afetada em ambos os casos, isto é, quando o problema é de nariz e garganta.

O ar que entra pelo nariz e chega aos pulmões tem vinte centímetros de curso para se aquecer; em lugares secos tem que passar de uma umidade de 25% a 80 e no inverno aumentar a sua temperatura de dez ou quinze graus”, explica o doutor.

Estas necessidades marcam a estrutura física do nariz.

“As geladeiras funcionam assim, entrar ar frio e um sistema que está acontecendo ar quente, aquece o ar que vai para baixo por isso passa tanto o fluxo de sangue pelo nariz”, diz o médico.

Gorro, luvas e meias grossas

Quanto à roupa de abrigo, as prioridades são três: cabeça, mãos e pés. “20% do calor corporal escapa pela cabeça”, afirma o médico.

Hoje em dia existem tecidos de alta qualidade, térmicos, tipo membrana, até mesmo para fazer exercício ao ar livre e em qualquer circunstância atmosférica; não só protegem do frio e do calor, mas que mantêm a temperatura. E o mais importante são respiráveis.

Às vezes nos abrigamos em excesso. “O frio não afeta muito no ouvido em si; afeta as orelhas, que é uma área que logo em seguida é resfriado. Há mais tendência a ter otite, porque há mais quadros nasais. Ao incidir nariz é afeta a trompa de Eustáquio e afeta o ouvido. A gente diz: me entra frio no ouvido e me pego uma otite; não, o que dói é a orelha, o frio”, afirma Frágolas.

Excesso de complexos vitamínicos

“Com o xixi que tu fazes poderá vitaminar a médio África”, o doutor Frágolas ilustra com este dito a idéia sobre o excesso de complexos de vitamina hidrossolúvel que o nosso corpo, pelo fato de não precisar deles, eliminados através da urina.

“Em uma pessoa maior ou por mobilidade ou economicamente negligenciar a ingestão de frutas frescas, tomar um complexo vitamínico normal não é aconselhável, mas muitos não são necessários”, reforça o médico.

“Há muita gente que toma vitaminas que realmente não são necessárias, parece que a ingestão de uma determinada quantidade de vitamina c, que sobe e desce de forma continuada protege, em certa medida, contra determinados quadros de vias elevadas, mas o resto está muito discutido”, diz Frágolas.

A má alimentação influencia na nossa saúde em geral, mas, em um país avançado, é pouco frequente os quadros de distúrbios da imunidade importantes o suficiente para que criam maior tendência a estes quadros de deficiências severas.

“A gente diz: é que eu tenho as defesas baixas. É raro, pois isso indicaria uma falta de vitaminas, etc… muito grande. É mais normal que ocorram, essas alterações da imunidade por idade; crianças de 5 a 7 anos e em maiores de 65-70 anos.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply