médicos com alma de roqueiros nos falam de sua torcida

Não hesite, por trás de uma bata branca pode ter um médico roqueiro. São muitas mais do que um, como paciente possa imaginar. Caíram rendidos perante o Rock and roll quando eram adolescentes. Hoje mesmo fazem os seus primeiros passos em algum outro show e vão de “bowling” em casamentos, baptizados e comunhões

Clinirock/Foto cedida pelo Clinico San Carlos, Madrid

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Cresceram ouvindo os Rolling Stones, Beatles, Led Zeppelin, Os Bravos, ou Miguel Rios, mas não fazem ascos ao pop e adicionados a grupos ou cantores, como Antonio Vega ou Os Segredos.

Para conhecer alguns dos “mais famosos”, EFEsalud lhes visitou no hospital Clínico San Carlos de Madrid, onde trabalham como professores, mas onde também há mais de dez anos, um livro, pelo Natal, um concerto de Rock and roll, o “Clinirock”, para todo o pessoal que quer cantar e dançar com eles.

A última edição contou com a participação de grupos tão velhos como os Blue Rays, criado no Serviço de Diagnóstico por Imagem; e Low Flow Blues Band, formada por profissionais do ambiente de Anestesiologia.

Também não faltaram ao encontro dos super famosos Billibones, banda roqueira esta última formada por profissionais dos Serviços de Traumatologia e Aparelho Digestivo.

A alma mater da iniciativa é o doutor José Henrique Galeote, médico do Serviço de Ortopedia.

Há já doze anos, ocorreu-lhe a ideia de unir trabalhadores com habilidades musicais para montar uma festa musical, alegre e participativa.

VÍDEO EFE/PILAR GONZÁLEZ MORENO (de izqda a direita, os médicos Gegúndez, Pérez de la Serna, Calvo, e Galeote)

Galeote assegura que toca guitarra “mal”, que esta no grupo dos “mataillos”, e que o seu é mais um apoio “logístico”.

Acha que há uma “crise” musical, que mal há grupos de jovens ou bandas que cantem ao vivo em festas como antigamente, porque você prefere o caminhão discoteca ou o “DJ”.

“Deixa-me, não brinque mais comigo, desta vez a sério digo…” Foi precisamente esta canção Dos Segredos a escolhida para abrir o primeiro de todos os concertos que se vêm celebrando este reconhecido hospital da capital.

Outro orgulhoso integrante dos Billibones, o médico Julio Pérez de la Serna do serviço de gastroentorología, recorre também a nossa cotação.

Da Silva estudou violão clássico no conservatório, mas desde jovem eu ia, e muito, o Rock and roll.

Agora, sempre que pode, toca a elétrica e Como não! entre seus favoritos estão Eric Clapton.

Rock and roll como Também os oftalmologistas?

O doutor José Antonio Gegúndez, do Serviço de Oftalmologia, é um virtuoso da flauta, um instrumento tão poderoso que, explica pesaroso, não pode tocar em casa, a não ser que insonorices muito bem a moradia, porque os vizinhos, e com razão, se você se deita em cima.

Embora não abjura do rock, Gegúndez se inclina mais para a música folk e celta.

Seu compositor favorito é…O adivinham? Só uma dica: é galego e também século, então não pode ser outro que Carlos Nuñez.

VÍDEO HOSPITAL CLÍNICO/O oftalmologista Gegúndez em uma pequena exposição ao término da entrevista com EFEsalud

Gegúndez é também um “profissional” de boliche, e de outros concertos, porque também participa Oftalmorock, que reúne anualmente reconhecidos oftalmologistas que compartilham também sua paixão pela música, incluindo o Rock and roll .

A música que entende todo o mundo

Porque a música defende Gegúndez é uma linguagem que compreende todo o mundo. Dito isto, todos eles concordam que é “muito gratificante ver como os outros gostam”.

A música e a medicina sempre tiveram uma relação muito estreita, ninguém lhe escapa porque, a essas alturas, o seu grande valor terapêutico e a todos os nossos entrevistados une seu gosto por a mesma e a sua vocação humanista de médicos.

Exemplo de ambas as vocações é também a nefróloga Nati Calvo, que cantava desde pequena no coro do colégio, e considera que o concerto em que participa todos os anos é uma “homenagem” para os trabalhadores do hospital.

Uma homenagem que os leva três meses de ensaio, mas afirma que o fazem com muito gosto.

Algo mais jovem do que seus companheiros, com a doutora Calvo vai mais a música dos anos 80. Mecano não falta entre os seus favoritos, nem Antonio Vega ou Os Segredos.

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