Médicos de todo o mundo condenam a “estigmatização” da homossexualidade

Uma resolução aprovada pela Assembléia Geral da Associação Médica Mundial (AMM), realizada em Fortaleza (Brasil) com a participação de representantes de corporações médicas de mais de 100 países, sublinha que a homossexualidade não é uma doença e condena a sua discriminação

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

“A homossexualidade não é uma doença; é mais bem uma estigmatização e discriminação para pessoas com uma orientação bissexual ou homossexual, que pode ser perigosa para a saúde”, pelo que as chamadas terapias de “conversão”, são “práticas injustificadas, contrárias à ética, que devem ser comunicados e sancionadas”.

Assim está previsto na resolução aprovada pela Assembléia Geral da Associação Médica Mundial (AMM), realizada em Fortaleza (Brasil), em que participam representantes das corporações médicas de mais de 100 países, entre elas a Organização Médica Colegial, representada pelo seu presidente, Juan José Rodríguez Sendín; o coordenador da área Internacional, José Ramón Horta, e o vocal nacional de Médicos com Emprego Precário, Fernando Rivas.

“Esta Declaração é um sucesso dos Direitos Humanos e da razão que impedirá, sem dúvida, muitos sofrimentos”. Assim o expressou o dr. Rodríguez Sendín que foi celebrado “o grande consenso alcançado pelos representantes de organizações médicas de tão diferentes procedências” na hora de aprovar esta declaração, informa o site da Organização Médica Colegial medicosypacientes.com.

Nesta Declaração sobre “As variações da Sexualidade humana” é evidente, em primeiro lugar, que a investigação científica tem demonstrado que a homossexualidade não é uma doença, mas uma variação normal da sexualidade humana.

Por isso, e em base a estas revisões científicas, a homossexualidade foi excluída do manual oficial de diagnóstico da Associação Psiquiátrica dos Estados Unidos, em 1973, e a OMS a retirada da ICD em 1990. Também a Organização Pan-americana da Saúde estipula que “em nenhuma de suas manifestações individuais, a homossexualidade é um transtorno ou uma doença, por isso não precisa de nenhuma cura.”

Depois de salientar que os profissionais de saúde se vêem confrontados com muitos aspectos da diversidade humana, quando prestam cuidados de saúde, incluindo as diferentes variações da sexualidade humana, a resolução da AMM colete que “deve-se informar claramente que todo o tratamento de pessoas com orientação bissexual ou homossexual não deve focar-se na homossexualidade, mas, sim, nos efeitos que tem para a saúde da estigmatização e discriminação”.

E acrescenta que “as terapias que asseguram transformar a homossexualidade em uma conduta sexual ou hétero não têm indicação médica, incluem métodos questionáveis e devem ser relatados como contrárias à ética”.

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