Médicos e pacientes unem suas forças em defesa do Sistema Nacional de Saúde

O presidente da Organização Médica Colegial (OMC), Juan José Rodríguez Sendín, e o presidente da Plataforma de Organizações de Doentes, Tomás Castelo, assinaram um acordo de colaboração para trabalhar nas reformas necessárias do Sistema Nacional de Saúde (SNS)

O presidente da Plataforma de Organizações de Doentes, Tomás Castelo (izq.), dá a mão ao presidente da OMC, Juan José Rodríguez Sendín/Foto fornecida pela OMC

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No âmbito deste acordo de cooperação, tanto na OMC como a Plataforma comprometem-se o desenvolvimento conjunto de atividades voltadas para a defesa do SNS e a garantir uma saúde universal, pública, gratuita e de qualidade, envolvendo todos os agentes envolvidos, tanto profissionais como pacientes.

Através deste convênio, inicia-se uma fase de cooperação que se materializará com a participação ativa de ambos os grupos em estudos, posicionamentos, jornadas, congressos e debates sobre a situação da Saúde e das políticas públicas de saúde que lhes afetam diretamente.

Com este acordo, a OMC valorizar o movimento de pacientes que constitui esta Plataforma em que estão integradas 26 organizações, entre elas, a Associação Espanhola contra o Câncer (aecc), a Federação Espanhola de Doenças Raras (FEDER), a Federação de Esclerose Múltipla em Portugal (EME) ou a Confederação Espanhola de Associações de Familiares de pessoas com Alzheimer e outras Demências (CEAFA).

Os médicos

Na apresentação do acordo, Rodriguez Sendín, destacou a necessidade de que os pacientes estejam organizados e ressaltou o passo dado por associações como a Plataforma de Afetados pela Hepatite C e a a Associação de Vítimas da Talidomida, em Portugal, que “demonstraram que a ativação e mobilização tem sido fundamental na hora de conseguir os seus objectivos em saúde”.

O presidente da OMC convidou Tomadas Castelo para que a Plataforma de Organizações de Pacientes se juntar ao Conselho Social da OMC, na qual estão integradas as principais organizações de doentes, deficientes, idosos, usuários e consumidores, com o objetivo de revisar tudo o que afeta a saúde dos pacientes e as medidas que levaram e estão levando a cabo por parte das Autoridades sanitárias.

Os pacientes

O presidente da Plataforma, Tomás Castelo, agradeceu o apoio e reconhecimento de que a OMC deu após a criação desta plataforma, que representa mais de 10 milhões de pacientes e que foi criada há dois anos com o objetivo de promover a participação de pessoas com doenças ou com sintomas cronificados e defender seus direitos em todos os âmbitos, políticas e acções que afectam as suas vidas.

“Com esta fase que agora se inicia queremos introduzir alterações no SNS e fazê-lo da mão de nossos grandes aliados, os médicos”, disse Tomás Castelo, para que este acordo “é muito simbólico”.

Para o presidente da Plataforma esta colaboração e o fato de que os pacientes participem na tomada de decisões redundará na racionalização dos recursos e contribui para que haja uma orientação clara do sistema para os pacientes, para o qual é muito importante que “os médicos sejais nossos companheiros de viagem”, porque “precisamos de vosso conselhos e, acima de tudo, o vosso acompanhamento”, salientou.

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