métodos de diagnóstico e a conduta do vírus

O vírus do Ebola que afetou dois missionários espanhóis e a auxiliar de enfermagem Teresa Romero foi aberto várias linhas de investigação: a partir de novos métodos diagnósticos até o comportamento do vírus em seu ataque ao organismo humano

Terça-feira 02.12.2014

Segunda-feira 17.11.2014

Quarta-feira 05.11.2014

Sexta-feira 31.10.2014

Quarta-feira 22.10.2014

Quarta-feira 22.10.2014

Terça-feira 07.10.2014

A pesquisadora Paz Sánchez-Seco valoriza em uma entrevista com EFEsalud o aprendizado de Portugal no tratamento do ebola dias depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a este país livre de um vírus que na África Ocidental continua ativo e que já matou mais de 7.000 pessoas.

A cientista é responsável pelo Laboratório de Araçatuba e Doenças Virais Importadas do Centro Nacional de Microbiologia do Instituto de Saúde Carlos III, onde se trabalha com as amostras dos três espanhóis afetados e com as de outros suspeitos de estarem infectados.

  • Quais as lições que estamos obtendo em Portugal, ao tratar sobre o terreno ao vírus do Ebola?

Colocar em prática a teoria de que você pode passar em um caso de febre hemorrágica. Se tem aprendido muito. A experiência com o manuseio de amostras de três desses pacientes tem servido a nível nacional e internacional, para nos colocarmos na grelha de partida dos que o tiverem feito o bem. Temos prestígio, reconhecimento e solicitar assessoria científica. E isso em um futuro nos pode servir, por exemplo, para construir em Portugal um laboratório de segurança biológica de classe 4, onde se possa estudar o vírus vivo.

  • O cenário que se abre agora no Centro Nacional de Microbiologia na pesquisa do cérebro?

Estamos Nos preparando para ir a uma convocação europeia e, entre outros projetos, investigar o desenvolvimento de técnicas diagnósticas fáceis de usar.

Mas também se vai estudar o comportamento do vírus no organismo humano com as amostras dos três pacientes espanhóis: três organismos diferentes, com diferentes evolução e tratamentos diferentes. Há que analisar e comparar.

Vamos ver como o vírus tenha sucumbido ou escapou de barreiras, como as do sistema imunológico e das drogas. Como tentou ganhar a batalha com estratégias como a mutação. Isso é o que nós tentamos ver fazendo uma sequenciação massiva das partículas de vírus, se houver uma mutação que o torna resistente a um anti viral ou a um anticorpo.

  • Ainda não sabemos exatamente o que é o que acabou com o vírus Teresa Alecrim.

Se, e esses estudos são muito difíceis porque precisaríamos de amostras de paciente, sem qualquer tratamento, para ver como se comporta o vírus e isso não temos. Com um único caso, é difícil dizer se o paciente foi curado com um único fármaco ou com vários, ou se simplesmente se cura, como outros, sem nenhum tipo de tratamento. Obviamente era uma paciente saudável e jovem. Nós tentaremos associar parâmetros a partir de quando lhe administravam os diferentes fármacos.

  • As amostras dos espanhóis afetados podem servir para o desenvolvimento de vacinas contra o vírus?

Servem para ter mais conhecimento sobre como se comporta o vírus em três pacientes diferentes. Toda a informação que é gerada aqui e em outros países que estudam doentes de ebola servirá para vacinas, métodos diagnósticos, para saber mais sobre o seu ciclo biológico.. A partir deste surto tão tremendo, os laboratórios que estávamos absortos no diagnóstico, se não há mais casos, poderemos dedicar-nos a outros estudos.

  • É possível aplicar a experiência do ebola ao estudo de outros vírus?

Há uma série de vírus que você tem que investigar e que estão em Portugal. Temos que saber mais do que o vírus lloviu, que se descobriu em morcegos de uma caverna de Astúrias, e cuja patogenicidade ainda não foi testado.

Mas também é o vírus da Criméia-Congo (que aparece na África, Turquia, Balcãs…) que foi encontrado em carrapatos em Portugal. E temos que investigar por que com esses vírus, em princípio, não houve nenhum caso de febre hemorrágica incorrido em Portugal, excepto o de Teresa Alecrim por ebola. Mas em algum momento pode acontecer algo, não podemos fechar os olhos a essa realidade.

O cérebro fará com que se financiem projetos de pesquisa e estejamos sempre alerta, já que, à semelhança do que aconteceu com o cérebro, pode haver casos de outros vírus africanos, como o lassa (arenavirus) e o marburg (filovirus).

Também há vírus causador de febre hemorrágica da américa do Sul, mas são poucos, também do gênero arenavirus como o lassa, mas são mais raros.

  • Para investigar falta de financiamento…

O cérebro põe de manifesto que há que apoiar o Sistema Nacional de Saúde. No Centro Nacional de Microbiologia precisamos de financiamento de projetos, mas também que o pessoal se consolide e que não dependa de contratos temporários. No campo do ebola nada se pode improvisar, há falta de profissionais preparados, e com um posto de trabalho estável.

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